Cuidados com o solo para o cultivo de milho

O solo é um recurso fundamental nas práticas agrícolas. Ele exerce influência direta sobre a produtividade das culturas. Dessa forma, antes de iniciar o cultivo do milho, é extremamente importante providenciar a amostragem e o preparo do solo. Nele, encontram-se elementos essenciais à constituição das plantas, portanto a fertilidade equilibrada proporcionará o desenvolvimento adequado das sementes de milho. O curso Produção de Milho em Pequenas Propriedades, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, traz orientações para o produtor rural que almeja começar essa atividade em suas terras ou melhorar o desempenho de sua plantação de milho.Antes de acrescentar nutrientes ao solo, é preciso conhecê-lo, ou seja, saber quais os tipos de solo existentes na propriedade e verificar as características de cada um por meio de análise em laboratórios confiáveis. Nesse processo, o amostragem constitui-se como o primeiro e um dos mais importantes passos. Já que o resultado dela determinará como o agricultor investirá na adubação do solo a fim de alcançar a produtividade da lavoura de milho.

Ao longo da análise, deverão ser verificados o uso atribuído a cada parte da propriedade e os diferentes tipos de solo, bem como as diferenças entre eles. Por isso, a primeira medida na amostragem é a estratificação e a separação de áreas semelhantes. Sendo assim, “um solo de baixada, que normalmente é mais rico e plano, não pode ser coletado juntamente com um solo de encosta. Para que a amostra de solo represente ou indique ao agricultor como está o solo, a área amostrada deve ser o mais homogênea possível”, afirmam os professores do curso CPT.

Para separar as áreas na propriedade, o curso dá as seguintes orientações quanto aos aspectos a serem considerados:
– a vegetação ou o uso que está sendo dado ao solo;
– a posição topográfica (topo de morro, encosta, baixada, etc.);
– as características que você consegue distinguir no solo como a cor, a textura, as condições de drenagem, etc.;
– o histórico da área (culturas anteriores, adubação, uso de fertilizantes e de corretivos).

As amostragens serão realizadas separadamente de acordo com cada área, seguindo os critérios acima. O curso também indica os procedimentos para realizar corretamente a coleta da amostra do solo, além de abordar acerca da época de amostragem, o processamento das amostras e a frequência da amostragem.

Quanto aos métodos de correção, a aplicação do calcário é uma das mais conhecidas e para o plantio do milho ela é considerada obrigatória. A calagem jamais deverá ser realizada de forma aleatória, pois os prejuízos ao solo podem ser grandes. O correto é saber as necessidade que o solo local possui. “Os solos brasileiros, de forma geral, apresentam elevada acidez, toxidez de alumínio e baixos teores de cálcio e magnésio. (…) Existem diversos métodos para a recomendação da necessidade de calcário e, geralmente, eles são bastante regionais. Todos eles são efetuados a partir a análise da amostra de solo e, normalmente, quando indicada a cultura e o sistema de produção, o laboratório já envia para o produtor a necessidade de calagem. Caso contrário, essa interpretação deve ser feita por um agrônomo”, explicam os professores do curso. Entre os métodos para calculcar a necessidade de calcário, existe aquele baseado na eliminação do alumínio trocável e na elevação dos teores do cálcio e do magnésio (mais utilizado em MG).

Em relação à forma de aplicação, o curso recomenda que ela seja feita com pelo menos três meses antes do plantio, já que a reação do calcário com o solo costuma ser lenta.

Conheça mais aspectos a respeito do solo para plantio do milho, aprofunde seus conhecimentos acessando o curso Produção de Milho em Pequenas Propriedades.

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